QUA, 27 DE ABRIL DE 2011 17:20 ADMINISTRADORA
A Articulaçao Feminista Marcosur (AFM) lança Campanha por uma Convenção para o Trabalho Doméstico no Brasil, Paraguai e Uruguai. A mobilização é uma das ações de apoio à ação das trabalhadoras domésticas na próxima Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que acontece em Genebra, em junho próximo.
Durante a Conferência será discutida uma convenção e/ou recomendaçao sobre "trabalho decente" para essas trabalhadoras. No âmbito da OIT, esse tipo de deliberação contribui para fortalecer a luta das domésticas por reconhecimento de direitos, em todos os países. Na realidade brasileira, as domésticas não têm acesso a 27 direitos trabalhistas, dentre os que estão garantidos às demais categorias profissionais.
Campanha
Para difundir as reivindicações das trabalhadoras, a Marcosur está divulgando uma série de “VTs”. Os vídeos abordam algum problema enfrentado pelas domésticas na América Latina, demonstrando a importância de uma Convenção e Recomendação da OIT sobre Trabalho Doméstico. Um novo VT será divulgado a cada semana, até a realização da Conferência, em junho.
Neste período, as organizações que integram a AFM estarão apoiando as organizações das trabalhadoras do Brasil, Paraguai e Uruguai na realização de encontros, nos quais será preparada a incidência desses países em Genebra. Está previsto um Encontro Regional dias 21 e 22 de maio, em Assunção, capital do Paraguai, que será precedido de um encontro nacional, que acontece dias 10, 11 e 12 de maio, em Brasília.
Acompanhe a Campanha no blog:
http://trabajadorasdomesticasdelmercosur.blogspot.com/
Mais informações:
Verônica Ferreira e Betânia Ávila, da Articulação de Mulheres Brasileiras / SOS Corpo.
Fone: (81) 3087.2086
sos@soscorpo.org.br
Trabalho doméstico no Brasil tem o ranço da escravidão
Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado
EEstima-se que haja mais de sete milhões de trabalhadores domésticos no Brasil, dos quais cerca de 95% seriam mulheres. Além disso, o governo federal avalia que a maioria das empregadas domésticas são negras. Por essa razão, vários participantes de debate realizado pelo Senado nesta quarta-feira (27) afirmaram que a situação das empregadas domésticas no país ainda está vinculada a problemas de gênero e raça, entre outros fatores, e remete à escravidão.
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